A primeira ideia de construir uma Capela no Bairro Ahú de Baixo, conforme o testemunho do casal Jurandir e Osminda Tedeschi, surgiu numa reunião de casais, em sua residência, ocasião em que o Pe. Rafael Busato, reitor do Seminário dos Passionistas, no Cabral, tencionava fundar uma equipe do Movimento Familiar Cristão. Nesta oportunidade, o Pe. Rafael lançou aos casais a ideia de se construir uma Capela no bairro. Era o ano de 1959.

O terreno para a Capela foi doado pelo casal Bonifácio e Verônica Dunaiski. O Patrono da Capela, Santo Agostinho, foi escolhido pela Senhora Verônica, em homenagem ao seu filho Agostinho, então seminarista.

A primeira comissão pró-construção da Capela surgiu, conforme livro de Atas, aos 23 de fevereiro de 1963, quando diversos casais do bairro se reuniram na residência do Sr. Eloi e Neusa Frank, com a presença do Pe. Romualdo Raussis, do Cabral, sendo Presidente: Nilson Prevedelo; vice-presidente: Altino Lopes; secretário: Dinor Ravachi; 1º tesoureiro: Antonio Dunaiski; 2º tesoureiro: Ronald Wagner.

No dia 1º de setembro de 1963 foi rezada a primeira missa no local da futura Capela pelo Pe. Roberto Carini, Passionista, e realizada a primeira festa.

Somente em maio de 1965, a Comissão, juntamente com o Pe. Flávio Bassani, do Cabral iniciaram a construção da Capela, medindo 12×12, em madeira de pinho com nós dando aspecto rústico e agradável.

A inauguração aconteceu no mesmo ano de 1965, no terceiro Domingo de outubro.

CRIAÇÃO DA PARÓQUIA

Os padres Passionistas do Cabral deram toda a assistência até o dia 28 de janeiro de 1968, quando a Capela foi confiada ao Pe. Tito Buss, sacerdote de Joinville, que veio à Curitiba na qualidade de Diretor Espiritual dos Seminaristas de Santa Catarina, no Institutum Paulinum, no Ahú de Cima.

Aos 11 de maio de 1968, Dom Manuel da Silveira D`Elboux criava a paróquia de Santo Agostinho, desmembrando parte dos territórios das Paróquias Nossa Senhora Medianeira, Senhor Bom Jesus do Cabral e Divino Espírito Santo.

Aos 19 de maio de 1968, deu-se a instalação da Paróquia com a posse do 1º Pároco Pe. Tito Buss, Por Dom Manuel da Silveria D´Elboux.

O Pe. Tito formou a primeira Comissão da Paróquia, sendo presidente: Adriano Bonaldi; secretário: Mário de Andrade Alcântara e diversos Conselheiros. Com esta Comissão, iniciou-se a aquisição de lote de terreno contíguo à Igreja, onde foi construída a casa paroquial.

Em março de 1969, o Pe. Tito Buss foi nomeado Bispo de Rio do Sul, em Santa Catarina, ficando Pároco em seu lugar, em 19 de julho à 19 de outubro de 1969, o Pe. Alpheu Luiz Martins de Azambuja e Souza.

A partir de 19 de outubro de 1969 assumia a Paróquia o Pe. Izidoro Mikosz.

Aos 04 de abril de 1970, o Pe. Paulo Iubel, Chanceler da Cúria Metropolitana foi incumbido da direção da Paróquia por Dom Pedro Fedalto, então Vigário Capitular da Arquidiocese.

Aos 19 de Março de 1971, assumia a Paróquia o Pe. RaimundoStavitzki.

A NOVA IGREJA MATRIZ

Por ocasião das Missões, em 1975, os Paroquianos, após procissão de encerramento, plantaram uma grande cruz de madeira de imbuia no terreno doado pelas Irmãs da Congregação da Divina Providência, onde surgiu a atual Matriz. Foi Dom Manuel da Silveira D´Elboux que havia pedido à Congregação da Divina Providência fosse cedida uma faixa de terreno para a construção de uma Igreja.

A benção da Pedra Fundamental ocorreu aos 26 de agosto de 1979 pelo Arcebispo Dom Pedro Fedalto. O início da construção deu-se somente aos 22 de janeiro de 1981.

O projeto da atual Igreja é do Arquiteto Michael Burt Candia, por intermediação do Sr. Ronalt Rose. O Projeto foi gratuito. O projeto estrutural foi gentilmente feito pelo engenheiro Odenir Muller.

A construção foi de responsabilidade da Construtora Tamandaré, de Harro Olavo Muller, que também doou toda parte administrativa da Obra. Houve ainda o acompanhamento do arquiteto Edney Ubirajara Fraga e a presença constante de Diretor de obras Alceu Daros, conhecido como prefeito do patrimônio paroquial.

A construção exigiu muita dedicação do Conselho Paroquial, tendo a frente o seu presidente Nilo Izidoro Biazetto, cercado de um grande Conselho, formado de pessoas extremamente dedicadas com o apoio de toda comunidade.

A inauguração da Igreja deu-se aos 25 de agosto de 1985, por Dom Pedro Fedalto com a presença de vários sacerdotes e a presença maciça de paroquianos e convidados.

A antiga Igreja foi doada a comunidade de Vila Verde, nas imediações da Vila Nossa Senhora da Luz, onde foi reconstruída. Foram trazidos da antiga Igreja para a atual o Altar, o Sacrário e a Imagem do Cristo, como elos de ligação das duas Igrejas. O Altar foi doação de Antonino Brotto, e a imagem de Cristo, o Pe. Flávio Bassani havia recebido da Família Leão. A atual imagem de Santo Agostinho em madeira foi doação da Família Brenner e Rose e talhada pelo artista Conrado Moser.

A comunidade solicitava a presença de uma imagem de Nossa Senhora na Igreja. Esta foi doada pelas Irmãs da Divina Providência, cuja procedência vem da Bélgica, confeccionada em cimento branco sendo escurecida para combinar com as outras imagens. Demos otítulo de “Mãe da Igreja”, atribuído pelo Concílio Vaticano II. As Irmãs da Divina providência foram as madrinhas no dia da benção e entronização.

Reconhecemos o grande trabalho desenvolvido pelo Pe. Raimundo pelo resgate histórico e pela dedicação e zelo durante seus 44 anos como Pároco desta Paróquia ( de 19 de março de 1971 à 10 de maio de 2015).

No dia 10 de maio de 2015, Dom José Antonio Peruzzo deu posse ao Pe. Ricardo Hoepers.

No dia 23 de junho de 2015, Dom José Antonio Peruzzo declarou Santa Mônica Co-Padroeira.

No dia 14 de Maio de 2016, Dom Ricardo Hoepers deu posse, como pároco, ao Pe. Volnei Carlos de Campos